Por amor vim viver há uns anos para Lisboa, quando chegámos pensámos no que seria melhor alugar ou comprar casa e qual a diferença, até porque era um novo projecto de vida e as inseguranças vem ao de cima.

Tínhamos que em muito pouco tempo encontrar um espaço para morar decidimos alugar uma casinha, era pequena mas fazia-me lembrar a minha aldeia, era um sítio sossegado e tranquilo.

E claro atrás de nós vieram os nossos bichanos, por isso escolhemos uma casa com um grande terraço e esse foi o grande motivo porque a casa ficou aquem do que pretendíamos.

Logo depois engravidei e tivemos que procurar uma nova casa e em vez de voltar a ver casas para arrendar decidimos que estaria na altura de comprar.

Tradicionalmente  Portugal é um país em que os jovens preferem comprar casa, se analisarmos o que acontece no resto da Europa, verificamos que esta tendência não se confirma, é cultural e tem a ver com a dificuldade de obter crédito nos anos 70 / 80.

Não nos esqueçamos que nos dias de hoje estamos a voltar a essa tendência. Depois de anos em que a banca emprestava de forma mais ou menos facilitada, vemos que cada vez mais os créditos são aprovados dentro do menor risco possível. Por experiência própria diria que não há riscos devido às garantias exigidas pelas entidades bancárias. Por isso deixo-vos alguns prós e contras na escolha entre o arrendar ou comprar.

ARRENDAR! Porquê?

 

Pode-se dizer que a situação mais barata e mais cómoda é o arrendamento.

Tem um encargo mensal fixo, o valor da renda ao longo do tempo não vai sofrer muitas alterações a não ser as actualizações anuais de renda.

Todos os custos de manutenção do imóvel, do condomínio, do IMI ou seguros ficam ao encargo do proprietário.

Arrendar permite mobilidade, isto porque se a casa deixou de estar de acordo com as nossas necessidades, ou porque é pequena ou porque temos em perspectiva um emprego noutro local ou noutro país em poucos meses podemos ter esta situação resolvida.

Anualmente o valor das rendas pagas são contabilizadas para o abatimento das receitas em sede de IRS.

Mas nem tudo são rosas…

A renda mensal não cria património, assegura apenas um tecto por um período de tempo.

Em caso de não renovação de contrato por parte do proprietário, o inquilino sai tal como entrou com a agravante de ter que voltar a procurar casa.

Se forem necessárias obras de manutenção, tem de se contar com a boa disposição do senhorio para as fazer, dou-vos um exemplo que me frustrou bastante.

Uma prima minha alugou um espaço e em  3 ou 4 meses depois à volta das janelas e da porta foi-se formando humidade nas paredes, falou várias vezes com os senhorios, mas a resposta foi sendo sempre a mesma ” vamos tratar disso”.

Ainda hoje meses depois está à espera, pelo que neste momento procura outro sítio. Portanto estas pessoas pretendem ter um rendimento sem muitos gastos, nem aqueles que são de manutenção e que permitem aos inquilinos se manterem por mais tempo.

Quando alugamos temos que contar com esta situação também apesar de eu conhecer senhorios que são muito zelosos com os espaços que alugam.

Se decidir fazer as obras por si não esquecer que tem que ter uma autorização escrita do senhorio e além disso a valorização do imóvel não lhe reflete nenhum benefício a não ser de ter criado um espaço mais agradável para viver.

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Alexandra Catarino
Autor

Office Manager numa empresa de biotecnologia, engenheira química de formação, contabilista da casa e uma mãe galinha mas ternurenta! Assim me apresento neste meu blogue, onde vou partilhar com vocês as dicas e regras que sigo para manter o meu UNIVERSO COR-DE-ROSA

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